Condenação e pesar<br>pelo atentado em Tunes

A Assembleia da República aprovou um voto apresentado pelo PCP de condenação e pesar pelo atentado ocorrido no dia 24 de Novembro, em Tunes, Tunísia, do qual resultaram dezenas de vítimas. No texto, que teve a abstenção do PSD e do CDS-PP e os votos favoráveis das restantes bancadas, considera-se que a «resposta ao terrorismo passa pelo combate às suas mais profundas causas – políticas, económicas e sociais – e pela defesa e afirmação dos valores da liberdade, da democracia, da soberania e independência nacionais e do respeito pelo direito internacional».

Nos seus considerandos, o voto constata que este crime, tal como os perpetrados no Museu do Bardo em Março, e junto a um hotel, em Junho, todos naquele país, não pode ser dissociado do «aumento da instabilidade e da insegurança nesta região, em resultado da desestabilização e, mesmo, destruição de estados soberanos, da ingerência e da guerra, com o seu lastro de morte e destruição».

Salientada no voto comunista é ainda a ideia de que o «combate aos grupos terroristas que assolam as populações de países do Norte de África e do Médio Oriente exige o fim do apoio com que estes contam e não acções que atentem contra a soberania, a independência e a integridade territorial desses estados».

Sublinhada, por fim, é a «premência de uma política de desanuviamento e de paz nas relações internacionais e do respeito pelo direito internacional».

Um outro voto de «condenação e repúdio» sobre o mesmo assunto, este da autoria do PSD e do CDS, foi igualmente aprovado, com os votos contra do PCP e do PEV. Nele se afirma a «importância da continuada coordenação de esforços da União Europeia na luta contra o terrorismo “jihadista” e na cooperação com os parceiros internacionais no Norte de África, nomeadamente com a Tunísia, para responder eficazmente à ameaça terrorista».

 



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